Author Archives: Henrique

a língua de mãos dadas

Uma autoridade da área da leitura publicou crônica com o trecho “e saber manejar, minimamente, a língua”. Isso contém um erro esquisito, pois manejar é mover com a mão. Geralmente, esses textos são escritos por assessores, e por isso mesmo muita coisa passa. Mas vamos lá. Manejar a língua.

Meio erótico, não? Como é isso? Seria libras? Só penso nessa cena quando alguém tem convulsão e outro precisa vir e desenrolar (destravar?) a língua do epilético. Sugiro promovermos um espaço para que leitores epiléticos possam (se) debater à vontade. Seria um sucesso porque vai ser tudo de graça: por aí eles pagam uma baba. Minimamente.

Ao fim, todos batendo palma: isso é tremendo!

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um poema-bobagem antigo

BACALHAU PORTUGUÊS

Ó bacalhau salgado, quanto do teu sal
Vem dos mares de Portugal!
Por te almoçarem, quantas raparigas,
Com vários pratos nas barrigas,
Passaram tardes no hospital.
Por tua causa, ó bacalhau!

E vale a pena? Tudo vale a pena
Quando a indigestão é pequena.
Quem fizer bacalhoada, que aceite:
Tem é que carregar no azeite.
Deus no mar deu sal, e o bacalhau fez,
Mas fez também o norueguês.

A partir de “Mar Português”, de Fernando Pessoa

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Assunto poesia

aliás

Todos os meus livros estão à venda na Livraria da Travessa, bastando clicar nesse anúncio aí ao lado. Exceto o Machado…, que esgotou – mas parece que vem edição nova por aí.

 

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