# Henrique Rodrigues > escritor ## Posts - [Livro novo: GIZ](https://henriquerodrigues.net/archives/1455) - [Livro novo: A casa das vogais](https://henriquerodrigues.net/archives/1419) - [Instituto Caminhos da Palavra](https://henriquerodrigues.net/archives/1414): É com muito orgulho que anunciamos o Instituto Caminhos da Palavra! O Instituto Caminhos da Palavra nasce para promover a nossa literatura e contribuir com o nosso desafio de fazer um país de mais leitores. De início, realizaremos o Prêmio Caminhos de Literatura, que segue em sua segunda edição em parceria com a Editora Dublinense. E o projeto Livro a Caminho, voltado para a distribuição de livros para alunos e professores da rede pública, em parceria com as maiores editoras do país. O Instituto também oferece oficinas de criação literária nas suas mais diferentes vertentes para contribuir no processo formativo … Continue → - [Programação Flip 2024](https://henriquerodrigues.net/archives/1406) - [Livro novo!](https://henriquerodrigues.net/archives/1403) - [Na Bienal do Livro de SP](https://henriquerodrigues.net/archives/1396) - [Entrevista sobre "Áurea" para TV Senado](https://henriquerodrigues.net/archives/1392) - [Novidade: Prêmio Pallas de Literatura](https://henriquerodrigues.net/archives/1373) - [Participação no Sem Censura](https://henriquerodrigues.net/archives/1364) - [Programa Trilha de Letras, da TV Brasil](https://henriquerodrigues.net/archives/1352) - [Booktrailer do romance "Áurea"](https://henriquerodrigues.net/archives/1345) - [Romance novo: "Áurea"](https://henriquerodrigues.net/archives/1340) - [Romance novo na Bienal do Livro RJ!](https://henriquerodrigues.net/archives/1334) - [No Jornal Nacional](https://henriquerodrigues.net/archives/1330) - [Palestra "Literatura e inclusão" na Biblioteca Nacional](https://henriquerodrigues.net/archives/1322) - [Entrevista "Gente do Rio", na Band TV](https://henriquerodrigues.net/archives/1320) - [Lançamento!](https://henriquerodrigues.net/archives/1308): “Quando o tempo acorda” é poesia para crianças de todas as idades. Lançamento em breve! - [](https://henriquerodrigues.net/archives/1298): Lançamento! - [Lançamento!](https://henriquerodrigues.net/archives/1293): Fábulas cabulosas e outras histórias subversivas - [Convite!](https://henriquerodrigues.net/archives/1286) - [Lançamento: "O livro na estrada: leitura, leitores e vida literária"](https://henriquerodrigues.net/archives/1281) - [Livro novo!](https://henriquerodrigues.net/archives/1274) - [Bienal Rubem Braga](https://henriquerodrigues.net/archives/1263) - [Fliaraxá](https://henriquerodrigues.net/archives/1260) - [World Creativity Day - Ideias para reescrever o mundo](https://henriquerodrigues.net/archives/1253) - [Flipoços](https://henriquerodrigues.net/archives/1250) - [Livro novo!](https://henriquerodrigues.net/archives/1231): Obra livremente inspirada na biografia de Machado de Assis. O livro conta um episódio sobre como o pequeno Machado, vendendo doces para ajudar em casa, consegue frequentar uma escola. Obra importantíssima para que crianças pretas e pardas saibam que nosso maior escritor foi muito parecido com elas. - [Finalista do Jabuti!](https://henriquerodrigues.net/archives/1210) - [Livro novo: adaptação de "A Revolução dos Bichos"](https://henriquerodrigues.net/archives/1206): A Revolução dos Bichos, clássico texto de George Orwell, chega aos jovens leitores nesta instigante adaptação de Henrique Rodrigues e ilustrações de Adriana Cataldo. Transportada para solo brasileiro, esta releitura apresenta uma narrativa ao mesmo tempo cortante e irônica, além de manter os aspectos provocativos e reflexivos do original. Por isso mesmo, é imprescindível a todas as pessoas que gostam de histórias empolgantes, complexas e, sobretudo, bem contadas. - [Livro novo!](https://henriquerodrigues.net/archives/1199) - [Livro novo!](https://henriquerodrigues.net/archives/1186) - [Novo Rascunho](https://henriquerodrigues.net/archives/1176) - [A cidade e os livros](https://henriquerodrigues.net/archives/1165) - [A cidade e os livros](https://henriquerodrigues.net/archives/1161) - [Bate papo "Leitura, livro e liberdade"](https://henriquerodrigues.net/archives/1156): Com Anna Claudia Ramos, Otávio Cesar Jr. e Anna Claudia Ramos - [Leitura, Livro e Liberdade](https://henriquerodrigues.net/archives/1153) - [no Estadão 20/06/2020](https://henriquerodrigues.net/archives/1148) - [Conversas literárias](https://henriquerodrigues.net/archives/1140) - [Sarau para Sérgio Sant'Anna](https://henriquerodrigues.net/archives/1136) - [Papo online sobre crônicas](https://henriquerodrigues.net/archives/1129) - [O Globo Barra - 15/03/2020](https://henriquerodrigues.net/archives/1124) - [Lançamento "Rua do Escritor"](https://henriquerodrigues.net/archives/1119) - [Rua do Escritor: crônicas sobre leitura](https://henriquerodrigues.net/archives/1063) - ["Previsão para ontem" na Época](https://henriquerodrigues.net/archives/1059) - [Residência e sala de leitura!](https://henriquerodrigues.net/archives/1022) - [Lançamentos em Vitória](https://henriquerodrigues.net/archives/1017) - [Lançamento carioca](https://henriquerodrigues.net/archives/1011) - [Circuito "Previsão para ontem"](https://henriquerodrigues.net/archives/1007) - [Debate canal Futura sobre eventos literários](https://henriquerodrigues.net/archives/989): Assista ao programa completo aqui: https://globosatplay.globo.com/futura/v/6890566/ - [entrevista Trilha de Letras](https://henriquerodrigues.net/archives/987) - [AGENDA JUNHO](https://henriquerodrigues.net/archives/980): 03/06 – domingo – Feira Pan-Amazônica do Livro, Belém/PA I Seminário de Literatura Infantil e Juvenil de Santa Maria de Belém do Grão Pará 10h30 – “Ver-os-livros das vidas que passam nos prêmios, Bibliotecas e Clubes de Leitura” Mediadores: Elizabeth Orofino Lucio / Luiz Percival Convidados: Henrique Rodrigues(PA) / Volnei Canonica(RJ) / Guilherme Relvas (MINC-DF)   08/06 – sexta-feira – XII Semana Acadêmica de Pedagogia – FAG Toledo/PR 19h – Palestra de encerramento: “A leitura como arma de reconstrução do mundo”   10/06 – domingo – Feira do Livro de Brasília 19h – PRÊMIOS LITERÁRIOS: UM TRAMPOLIM PARA O FUTURO? Com … Continue → - [Clipping - Na França e Bélgica](https://henriquerodrigues.net/archives/975) - [Au suivant](https://henriquerodrigues.net/archives/969): Edição francesa de “O próximo da fila”. Anacaona Editions. Tradução de Paula Anacaona - [Papo com Ana Maria Machado no programa Salto para o Futuro, da TV Escola](https://henriquerodrigues.net/archives/965): [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=2eLs3mUTtlQ[/youtube] - [Escritor de contraturno](https://henriquerodrigues.net/archives/955): … — Cidade? — Rio de Janeiro. — Estado? — Idem. — Profissão? — Escritor. — Que legal, senhor. Tipo escritor de novela? — Feliz, ou infelizmente, não. Escritor de livro, essas coisas. — Ah, sim. Mas no caso escritor é profissão mesmo? — Bem, para poucos é, mas é um trabalho, mesmo pagando tão pouco. Mas quase nenhum escritor gosta de dizer que é profissional. Talvez nenhum seja. — Entendi… É que nem músico? Meu marido toca em bar, mas de dia trabalha em hospital. Vive dizendo que um dia vai viver da música. Mas sei lá. — Sei … Continue → - [Um sábado para Noel](https://henriquerodrigues.net/archives/949): O mundo é um samba em que eu danço Sem nunca sair do meu trilho Vou cantando o teu nome sem descanso Pois do meu samba tu és o estribilho “Até amanhã”, Noel Rosa Sábado passado passamos por uma das experiências mais cariocas possíveis. Digo isso sem a soberba do bairrismo, sem a chalaça da autoironia, sem o saudosismo caquético de quando Rio estava na crista da onda – e mesmo quando ser escritor do Rio ou de qualquer lugar talvez significasse algo um pouco mais valorizado, pelo menos moralmente. O que fizemos no sábado foi lançar a antologia “Conversas … Continue → - [A greve geral do turno da tarde](https://henriquerodrigues.net/archives/946):   O novo sempre vem. Belchior A leitora que me perdoe o tom mais sério da crônica desta semana. Minhas preferências temáticas para este hebdotexto são, geralmente, coisas menores da vida. Em vez de analisar as consequências políticas da uma explosão de bomba em algum lugar, prefiro comentar sobre um desencontro que causou uma situação engraçada. Em vez de deliberar sobre o supostamente fácil e violento Fla-Flu que se tornou a vida política brasileira, prefiro puxar o fio de um causo bizarro numa cidade pequena. Em vez de tricotar sobre as conquistas de minorias de toda ordem apontando o dedo … Continue → - [Nove pós-verdades e uma pré-mentira](https://henriquerodrigues.net/archives/943): A brincadeira desses últimos dias – ou últimas horas, ou últimos posts – é listar uma sequência de dez fatos, dos quais nove deles seriam verdadeiros e um não passaria de mentira deslavada. Tal como muitas das atividades criadas nas redes sociais, a maioria das listas não passa de grande alerta das pessoas requerendo atenção, sequiosos de que fatos corriqueiros das suas vidas adquiram mais relevância do que de fato têm. Como poucas coisas da minha vida são dignas sequer de uma nota de rodapé, minha contribuição foi listar dez fatos relacionados ao meu periquito de estimação, o Fred. Entre … Continue → - [O menino criptografado](https://henriquerodrigues.net/archives/940): Durante duas semanas estive entre Paris, Bruxelas e Lisboa, entre compromissos de trabalho e outros literários. Durante o período, acumulei pequenas histórias, retive breves acontecimentos, guardei na cuca interessantes motes que me rendessem crônicas para as semanas que viriam. Porque a maior angústia do cronista semanal é se ver diante do prazo de entrega do texto e não ter encontrado ainda na vida ordinária nada que valesse a pena puxar como assunto. Só que não, como diz a molecada. Nenhum fato ou notícia atiçou mais o imaginário das pessoas nesta semana do que o jovem acreano que desapareceu após deixar … Continue → - [Paris sem spleen](https://henriquerodrigues.net/archives/937): Escrevo esta missiva hebdomadária de Paris, onde estou para uma sequência de eventos literários com umas dezenas de outros escritores. A maioria é oriunda do Brasil, mas há outros dos outros países lusófonos e até de outras nacionalidades, mas que falam e escrevem em português. Essa Printemps Littéraire Brésilien, a Primavera Literária Brasileira, chegou de mansinho em 2014 como um evento da Sorbonne voltado para alunos de português da universidade, mas logo se tornou um acontecimento maior, expandindo o conceito para outros espaços culturais e eventos maiores como o Salão do Livro de Paris, para onde vou correndo assim que … Continue → - [O papel da carne no X (de) tudo](https://henriquerodrigues.net/archives/934): Numa banca de jornal qualquer… – Moço, me vê um x-tudo? – Vai querer com que tipo de papel? – Tem de quê? – Um bom é o couchê, que tem uma textura boa. O mais popular é o papel jornal, que a barraca do caldo ali também usa na sopa de letrinhas e mantém a galera bem informada. Tem um reciclado, mas não recomendo porque é que nem carro usado: uma hora você descobre uma porcaria do antigo dono. – Nuss, tô fora! Que mais? – Chegou o pólen 90, que sai muito. Tá na quarta edição o sabor … Continue → - [Megafarofa de ideias para salvar o mundo](https://henriquerodrigues.net/archives/931): Posso estar enganado, mas me parece que todos os escritores e artistas em geral vivem sempre numa oscilação mental entre si e o mundo. Os não-artistas também, claro. Mas é que esses indivíduos portadores de habilidades estéticas costumam, propositadamente ou não, passar um pouco da fronteira, seja para colher o seu material de trabalho ou para mostrá-lo. Vão demais, para dentro ou para fora. E ainda com um agravante: o artista tem a firme convicção de que vai mudar o mundo. Essa empreitada quixotesca cai por terra não quando ele se dá conta de que não tem força ou expressão … Continue → - [Réquiem para os orelhões](https://henriquerodrigues.net/archives/928): Dependendo da idade, a leitora (e veja bem, não quero aqui apontar, de forma deselegante, para a sua faixa etária específica, mas sim evocar o tempo passado de cada para as lembranças boas e doces da vida) pode ter vivido uma época em que todos os aparelhos, em vez de ficarem concentrados num celular que cabe na palma da mão, estavam espalhados pela casa, pela rua e pelo mundo. (Não quero aqui entrar no rol dos saudosistas casimirodeabreus, aqueles que olham para trás com uma lente ajustada para ocultar todos os perrengues de então para entoar o “ai que saudades … Continue → - [No jornal Extra](https://henriquerodrigues.net/archives/924) - [Agenda: no Salão do Livro de Paris](https://henriquerodrigues.net/archives/920): Dia 26/03 – 12h – Salão do Livro de Paris L’aventure des mots Rencontre avec les écrivains Nilma Lacerda, Henrique Rodrigues et Renata Bueno Modération par Leonardo Tonus Activité en français – Jeunesse 12h20 Dédicace avec les écrivains Nilma Lacerda, Henrique Rodrigues et Renata Bueno 15h Lancement de l’anthologie « Escrever Berlim » Avec Leonardo Tonus, Simone Paulino, Roberto Parmeggiani, Henrique Rodrigues, Godofredo de Oliveira Neto Activité en français – Littérature, romans, fictions - [A aula de Sérgio sobre Raduan](https://henriquerodrigues.net/archives/913): Na época da faculdade, havia um programa chamado Escritor Visitante, em que um grande autor oferecia uma oficina literária para os alunos. Recém-chegado àquele universo acadêmico, tudo era novo, ainda mais porque ninguém da minha família, até então, tinha entrado para o chamado ensino superior. Era negodi rico; ao pobre só restava a possibilidade de ser militar caso quisesse ser “alguém na vida”, era o mantra que ouvi durante toda a infância e adolescência, com evidentes ecos das verdades oriundas da ditadura. Sair disso era ser metido, achar-se melhor que os outros: ficar com rei na barriga. E como adolescente … Continue → - [Em Paquetá com Dona Therezinha](https://henriquerodrigues.net/archives/910): Já se foram exatas três décadas desde que fui a Paquetá. A pequena ilha ao fundo da Baía de Guanabara oscila entre um rápido destino idílico para uns e um tremendo programa furado para outros. Como fui ainda bem garoto com meu pai, irmão e um primo que desde então não vi mais, minhas lembranças são compostas por charretes, pedalinhos, uma praia com água escura e uma bicicleta alugada, cujo guidão estava torto e me obrigava a virar para esquerda caso quisesse andar para frente, num simbolismo literalmente sinistro que me acompanhou por toda a vida. Há uns anos, publiquei … Continue → - [As férias e o micro system perdido](https://henriquerodrigues.net/archives/907): Voltar de férias é um exercício anual de estranhamento. Para a maioria – que sai nesse período não por conta do alto verão, mas pelo intervalo escolar –, trata-se de uma amostra desgracenta de que a vida não era nada daquilo que os primeiros dias do ano mostraram. Sorte dos que podem sair em baixa temporada, quando tudo é mais calmo e barato, quando se pretende dar uns passeios. Naturalmente, pior que voltar das férias é nunca voltar delas, algo que ocorre frequentemente nos Estados Unidos. Com leis trabalhistas diferentes e mais pragmáticas, ausentar-se por trinta dias da empresa é … Continue → - [As cartas das nossas ferrugens](https://henriquerodrigues.net/archives/904): Aproveito o fim das férias lá do meu emprego ordinário para realizar uma das atividades mais cansativas e prazerosas de que se tem notícia: arrumar estantes de livros e escrivaninha de trabalho. Diferente dos pequenos afazeres domésticos e das missões que cumprimos às carreiras – nesses dias consertei dois ventiladores de teto, o computador dos meninos e, parcialmente, a máquina de lavar roupas –, arrumar livros e tralhas antigas requer concentração, silêncio e tempo de sobra. Por isso é que deixo esse feito para quando posso me dedicar, de maneira que batizei o evento de GABE – Grande Arrumação Bienal … Continue → - [Churchill e o pintor](https://henriquerodrigues.net/archives/900):   Tal como boa parte da população, estou de férias em janeiro. E assim como tanta gente, vejo-me encurralado entre as despesas de fim de ano e aquelas que surgem nesta época, com o agravante da temperatura carioca. Os que conseguem dormir com ar-condicionado, muitas vezes, têm pesadelos com as contas de luz, de maneira que é quase possível ouvir durante o sono, a cada dez minutos, aquele barulhinho característico do Super Mario quando pega uma moeda. Desta feita, e considerando que pôr o pé fora de casa significa uma despesa quase sempre inevitável, recorro às soluções como o Netflix. … Continue → - [Previsões literárias comentadas para 2017 (parte 2)](https://henriquerodrigues.net/archives/896): Semana passada foi apresentado o início dessa série sobre as previsões literárias de 2017, que me chegaram de assalto após eu ter uma crise de ansiedade e pânico provocada pela leitura do trecho de um livro de autoajuda escrito por um educador-motivacional-influencer. Para não dizerem que sou preconceituoso com os grandes sucessos da cadeia produtiva dos livros, fui conferir a obra, que está  na lista dos mais vendidos porque a editora comprou espaço nas grandes livrarias, que por conta disso divulgam melhor o livro e vende mais, e por sua vez não sai da lista. E descobri então que a … Continue → - [Previsões literárias comentadas para 2017 (parte 1)](https://henriquerodrigues.net/archives/893):   Tempvs fvdit. A leitora mal acabou de postar a lista dos melhores livros de 2016 e já está fazendo suas projeções para o ano que já está correndo. Enquanto sofria fazendo as contas para saber se pagaria o IPTU de uma vez ou em cotas – considerando que no fim opto pela última -, tive uma crise de pânico. Por engano e na pressa, tomei um laxante em vez de ansiolítico, de maneira que tive um insight (ou seria outside?) no qual consegui ver o futuro do pretérito (todo futuro não é de um pretérito, ó pá?) de tudo … Continue → - [Os melhores livros que não li em 2016](https://henriquerodrigues.net/archives/890):   Agora que passou o período das listas, das retrospectivas, dos balanços, dos já-vai-tardes que se acumulam no final do ano, e aquela sensação de que todas as mazelas acumuladas numa época são resultado de uma conspiração obscura refletida no calendário, é hora de respirar. Dentro de ar-condicionado, de preferência, pelo menos para os que vivem em cidades como este Rio de Janeiro, metrópole na qual se você jogar um ovo para cima ele cai já cozido, estrelado com gema dura – ou para ser mais lírico, já em forma de pintinho. Ainda não! A leitora deve saber que este … Continue → - [Natal de fim de semana](https://henriquerodrigues.net/archives/886): Ilustra: FP Rodrigues   O Natal passou que ninguém viu. Na semana passada, muitos correram durante a noite para as compras e os shoppings ficaram lotados com pessoas se atropelando como acontece em todos os anos. E como acontece em todos os anos alguém mais crítico parou no meio do corredor, pôs as sacolas no chão para descansar da maratona, olhou em volta e perguntou, imbuído de certo olhar analista: cadê a crise? O Natal passou e todo mundo viu, porque me parece ser a data mais importante do ano para a maioria católica, e me parece que católica ainda … Continue → - [Livros que me leram em 2016](https://henriquerodrigues.net/archives/883): Tive um ano bem agitado como autor e leitor. Corri bastante estrada por conta do primeiro romance, o que me fez entender na prática em como esse tipo de livro tem um grande peso na balança literária. Mesmo porque no meio disso lancei um novo infantil, que me trouxe e traz muitas alegrias, mas no fim das contas o epíteto que fica para o sujeito é Fulano, autor do romance X. Mas isso é assunto para ensaios, críticas e teorias literárias, categorias que me trazem certa preguiça quando estou a escrever crônica. Por essas e outras que prefiro fazer um … Continue → - [Quase-crônicas de fim de ano](https://henriquerodrigues.net/archives/880): Nesta época, sou daqueles que começam a ter uma ponta de melancolia ao ouvir as musiquinhas natalinas, com destaques para aquela da Leader Magazine e a constante ameaça da Simone. Isso me faz lembrar do. Talvez se some o fato de eu fazer aniversário próximo ao Natal, o que me faz lembrar de uma vida inteira ganhando apenas um presente, economia que os mais próximos tendem a manter até hoje, sempre com o argumento irrefreável da crise. Quando não estivemos em crise, ora bolas? Sempre fingi irritação com isso, transformando em piada, ainda mais que. E como gira o mundo, … Continue → - [Gullar, meu professor de poesia](https://henriquerodrigues.net/archives/876): Depois de uma semana fora para atividades literárias e de trabalho entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, começava esta crônica sobre os muitos assuntos que me perpassaram ao logo desses dias, inclusive o último, decorrente do acúmulo, que é o cansaço físico e mental resultante dessa maratona. Organizava a sequência de ideias em parágrafos temáticos, na ordem cronológica inversa, mas sem hierarquia entre elas para depois mexer à vontade, porque a crônica não é relatório de empresa – já bastam os que me esperam no mundo corporativo ordinário –, e sim uma praça para descanso, com direito a … Continue → - [Na balada](https://henriquerodrigues.net/archives/872): Escrevo de São Paulo, onde cheguei para participar da Balada Literária, e também onde devo ficar por alguns dias por compromissos de trabalho. Sampa tem uns prós e contras, como em qualquer lugar, mas por conta da escala da cidade os prós tendem a ser muito grandes, como é o caso da culinária, e os contras seguem o mesmo caminho. Vide os engarrafamentos. Diferente do Rio de Janeiro, quando geralmente o trânsito diminui aos domingos, aqui parece que os carros saem de casa para aproveitar a cidade, uma vez que estão liberados, enfim, do rodízio. Mas fico com os prós. … Continue → - [Helicópteros](https://henriquerodrigues.net/archives/869): Helicópteros passaram bem pertinho da janela onde trabalho por esses dias, quanto procuravam cerca de 50 bandidos que se escondiam no matagal. Minha mãe diz que, quando éramos crianças, meu irmão e eu ficávamos loucos de felicidade quando víamos um helicoptêro. Na semana anterior, um tiro de raspão havia atingido um funcionário lá da empresa. Apesar do muro alto, parece que a bala fez uma curva, como nos filmes. Depois dos helicópteros, ouvi tiros e saí da sala. Ao retornar, não consegui trabalhar direito e fui para o centro médico, tonto e com dores de cabeça. Me deram um comprimido … Continue → - [Histórias da FLUPP](https://henriquerodrigues.net/archives/864): Ilustra: FP Rodrigues Na última semana, estive pela Festa Literária das Periferias – Flupp. O evento aconteceu aqui na Cidade de Deus, perto da minha casa. A Zona Oeste carioca não recebe tantos investimentos culturais – não pega o capital concentrado na Zona Sul nem tem a mística suburbana na Zona Norte –, daí foi um privilégio esse tipo de acontecimento nestas plagas. Neste ano, a Flupp recebeu o prêmio de melhor festival literário do mundo, batendo a própria Flip que lhe dera a inspiração para o nome e o conceito inicial de colocar o escritor em evidência. Se um … Continue → - [Das pequenas e grandes resistências](https://henriquerodrigues.net/archives/861): Semana passada visitei uma escola pública para conversar com alunos na sala de leitura. Sempre tento conseguir tempo para esse tipo de atividade, que é das experiências mais maravilhosas para quem trabalha no ramo das ideias. Mais do que nunca, ceder nosso tempo ao encontro com os jovens não é caridade ou favor a conhecidos que trabalham nas redes de ensino, mas mergulhar na fonte mais importante que constitui o caldo social. (Pobres dos meus colegas de escrita que, na sua segurança de classe média, torcem o nariz para esse tipo de público, enquanto aguardam convites para eventos literários chiques.) … Continue → - [A escrita contra o esquecimento](https://henriquerodrigues.net/archives/858):   Nesta semana, uma jovem booktuber postou um vídeo em que comentou sobre o meu romance. Venho acompanhando de perto esse movimento interessante e potente dos jovens em torno da leitura. Enquanto há algumas gerações a literatura dependia de alguns canais oficiais para ser divulgada e debatida, como os suplementos literários dos jornais, hoje temos uma situação diferente. Qualquer pessoa pode abrir um canal na internet e comentar seus livros preferidos, promover debates e fazer as ideias circularem. Claro que isso não resolve o problema da leitura. É meio triste que, enquanto os booktubers se tornam as pessoas que mais … Continue → - [Leituras de Parnaíba](https://henriquerodrigues.net/archives/855): Semana passada estive em Parnaíba, onde fica um pedaço do já pequeno litoral piauiense. Trabalhei num centro cultural, protegido pela comodidade do ar-condicionado, mas o que gostei mesmo foi de sair, no almoço e depois do expediente, para olhar as ruas, praças e interagir com a gente de lá. Nessas viagens, o paradidático é tão importante quanto o didático. Não foi minha primeira vez na cidade. Estive lá no ano passado, mas foi mais corrido e fiquei feliz de poder voltar para acompanhar os frutos que havíamos plantado. Também já estive noutro canto do estado, Valença, para participar de um … Continue → - [Fiz um trocadilho e me lembrei de você](https://henriquerodrigues.net/archives/852):   Nas três últimas semanas, fiz aqui uma sequência de crônicas a respeito da importância do humor em geral e dos trocadilhos para a vida em sociedade. É, de fato, um assunto sério. Ou, pelo menos, que se coloca como oposto ao sério, e talvez daí se torne relevante. Essa volta ao pensamento teórico e prático do trocadilho me fez revisitar o assunto. E por isso quero dedicar esta crônica aos que não resistem em trocadilhar. Não adianta tentar mudar os fatos. Quem faz trocadilhos possui um tipo de compulsão que se torna uma característica indelével. Naturalmente, não devemos tratar … Continue → - [Resenha Literatorios](https://henriquerodrigues.net/archives/849) - [Ba dum tss – Defesa do trocadilho (parte 3)](https://henriquerodrigues.net/archives/845): (ilustra FP Rodrigues) Previously… Nas duas últimas semanas, tratei aqui nestas crônicas da necessidade e importância (ou desimportância) do humor na vida cotidiana, bem como a prática dos trocadilhos como potenciais pílulas de transgressão ao costume e a ideias sedimentadas. Confesso à leitora que, ao puxar um assunto que me é tão importante, uma vez que me dediquei a ele em pesquisas durante tantos anos, tive certo receio de escorregar para o acadêmico chato, o rebarbativo do argumento, o adiposo das ideias. O Vida Breve não é pra isso. Aliás, para quem não sabe, o título deste site de crônicas … Continue → - [Ba dum tss – Defesa do trocadilho (parte 2)](https://henriquerodrigues.net/archives/842): (Ilustra FP Rodrigues) Acredito que, a essa altura, a leitora esteja ainda sob o impacto das eleições. Após dar pequenos saltos na água dos últimos meses e por fim ter inevitavelmente afundado, o assunto ainda deixa pequenas ondas até que, sem que nos demos conta, venha a desaparecer quase completamente no lodo do dia a dia. É incrível a forma com a qual as nossas altas relevâncias migram, tornam-se um tema de atenção mediana e, por fim, desimportantes. Tenho visto nos últimos anos, especialmente pelas facilidades de expressão das redes sociais, um aumento da postura combativa das pessoas, especialmente em … Continue → - [Ba dum tss - Defesa do Trocadilho - parte 1](https://henriquerodrigues.net/archives/837): Ilustra: FP Rodrigues Há pessoas que conseguem manter absoluto controle diante de uma situação social em que ideias e palavras coincidem de forma abrupta e geram aquilo que popularmente se chama de trocadilho. Guardam para si, riem para dentro num tipo de subriso, mudam de assunto levemente constrangidas, disfarçam o pensamento livre e lúdico, tudo a fim de voltar à plena normalidade do uso da língua. Que sérias essas pessoas, hein? Já tentei por diversas vezes, mas não me enquadro nesse grupo por nada. É que, por algum motivo que não entendo bem, parece que desde cedo sou perseguido por … Continue → - [Carta à leitora marginal](https://henriquerodrigues.net/archives/833): Ilustra: FP Rodrigues Prezada leitora, Estive por esses dias em Curitiba, essa cidade tão bonita e literária. Acho que é, hoje, a melhor capital do país para a antiga prática da flânerie. Flânerie era essa coisa de andar a pé sem muito compromisso, colhendo elementos da urbanidade que poderiam se converter até em poemas e crônicas. Sim, hoje também há muitas pessoas querendo colher pokémons, mas não sei se a metáfora funciona. Sei que você vai dizer que elogio a cidade porque não moro nela. Que bastaria um mês vivendo aí para que fosse assolado pelo tédio, as temperaturas que … Continue → - [Retratos 3X4 da leitura no Brasil](https://henriquerodrigues.net/archives/830):   Acordo num sábado preguiçoso e constato que estamos sem internet. Não há previsão para retorno, o que deixa o meu caçula frustrado porque desejava muito jogar Counter Strike no meu computador enquanto eu ficaria lendo na varanda, como sempre faço aos sábados. Em vez de jogar, fui ler com ele um livro infantil de um amigo. Alternamos as estrofes rimadas, ele ficou feliz, fui ler na varanda e depois vi que o moleque estava no meu computador. É possível jogar contra bots, mesmo sem internet. “Amanhã vamos ler aquele seu livro inclinado?”, ele pergunta enquanto detona os bots com … Continue → - [Ecos da Bienal do Livro](https://henriquerodrigues.net/archives/826): Ilustra: FP Rodrigues Semana passada estive por quase uma semana acompanhando a Bienal do Livro de São Paulo, um dos maiores eventos da área aqui na América Latina. Não sei se por bairrismo ou por outro motivo de ordem pessoal, ainda gosto mais da Bienal do Rio de Janeiro – caos por caos, prefiro o da minha cidade. Mas no geral são eventos muito parecidos, caracterizados, sobretudo, pelo volume imenso de público. E onde tem muita gente reunida existe coisa boa pra se ouvir. Se na semana passada falei do agradável papo que tive com outros passageiros de Uber, agora … Continue → - [No uber com leitores](https://henriquerodrigues.net/archives/823): Ontem saí da Bienal do Livro de São Paulo, depois de participar de ótimo debate sobre a importância dos prêmios literários, e peguei um Uber daquele compartilhado, que sai mais barato. Sou muito fã desse serviço (e adianto à leitora que esta não é uma crônica patrocinada!), e acredito que, pela praticidade e flexibilidade, possa ser o futuro dos táxis tal como os conhecemos. Mesmo porque fiquei abismado ao saber que uma autonomia de táxi custa 100 mil pratas no Rio de Janeiro. Isso me lembra um pouco a época em que uma linha de telefone fixo, serviço que na … Continue → - [Pinóquio e a verdade relativa](https://henriquerodrigues.net/archives/820): Com a crise da mídia impressa e o consequente fechamento de bancas de jornais que se recusassem a vender todo tipo de quinquilharia, um velho jornaleiro italiano, que atendia por Gepeto, decretou estado de calamidade pública, como está na moda. Mas como não recebeu nenhum auxílio financeiro do governo federal, o idoso se viu cada vez mais na penúria. Antes que morresse de fome, recorreu a um curso no Sebrae e aprendeu técnicas de marcenaria. Começou vendendo miniaturas do Cristo Redentor para turistas, e como tivesse experiência em dar informações na banca de jornal a todo tipo de gente perdida, … Continue → - [Cinderela empoderada](https://henriquerodrigues.net/archives/817):   Reza a lenda que havia por estas plagas uma novinha chamada Cinderela. Filha de pai comerciante do tipo novo-rico, aqueles da burguesia emergente da Barra da Tijuca, a menina tinha de um tudo ao simples estalar dos dedos. Uma vez que o pai só se dedicava aos negócios e a mãe havia se mandado para a Europa com o personal trainer, restava à pobre menina rica destilar sua existência entre shoppings e baladas para moças de fino trato. Mesmo porque ficar em casa significava ter de aturar a madrasta e suas duas filhas. Se a primeira era uma madame … Continue → - [Clubes de leitura e a solidão compartilhada](https://henriquerodrigues.net/archives/810): ilustra: FP Rodrigues para Victor Simião e Flávio Rodrigues Interrompo a série de versões atualizadas dos contos clássicos com pitadas de clichês contemporâneos, cuja escrita tem sido uma grande diversão, para falar de outras coisas um pouco mais sérias. Mas não se acostume, leitora, pois semana que vem estarei de volta com uma revisita à Cinderela. Quem vir ler, lerá. Semana passada tive duas experiências incrivelmente interessantes no Paraná, essa potência literária de fazer inveja a Rio e São Paulo. E nem digo de Curitiba, cuja vida cultural é intensa que não entendo por que não engata ali uma Bienal … Continue → - [Peter P@n e a síndrome do peterpânico](https://henriquerodrigues.net/archives/804): ilustração: FP Rodrigues Era uma vez um jovem que, como todos os demais, estava embebido de empoderamento da sua voz como ser social, além de pertencimento da territorialidade mundana e do protagonismo proativo diante da rapaziagem. Assinava Peter P@n nas redes sociais, assim bem anglófilo mesmo e com direito a arroba, por conta da ampliação da comunicabilidade e porque fica mais da hora. E por isso é que o mancebo tinha bastante seguidores no facebook, insta, twitter, snapchat e outro aplicativo que já saiu de moda entre a escrita dessa crônica e sua publicação. Seu canal no youtube, em que … Continue → - [Os três porquinhos caçadores de pokémon](https://henriquerodrigues.net/archives/797):   Um conto proativo Era uma vez três moleques, dois dos quais eram bem gordinhos. Sua adiposidade exagerada não era decorrente do fato de serem jovens suínos, como a leitora pode esperar por conta do título apelativo desta história, mas porque viviam sob a tranquilidade do sedentarismo contumaz. E se eram porquinhos, isso se dava apenas pelo relaxamento com que deixavam pratos, copos e caixas de pizza ao redor, com a preguiça típica dos adolescentes que evitam qualquer esforço físico por conta dos hormônios em profusão galopante. “Não lavam um copo”, reclamava o terceiro irmão, com Índice de Massa Corporal … Continue → - [João e Maria Empowered Youth](https://henriquerodrigues.net/archives/794):   Era uma vez uma periferia urbana no meio da floresta.[1] Nela vivia uma família feliz na maior parte do tempo, exceto quando chovia, ocasião na qual as goteiras tipo chão de estrelas[2] se mesclavam às enchentes[3]. Mas contanto que não cortasse o wi-fi, todo contratempo era passível de superação imediata. Pai, mãe e dois filhos, que se chamavam João e Maria[4], compartilhavam a rede tranquilamente, sem nenhum comprometer a largura de banda para o outro, até que veio a crise. Que crise?, perguntavam-se, até que sentiram na própria carne quando foi necessário diminuir a quantidade de MB da conexão. … Continue → - [Chapeuzinhx Vermelhx](https://henriquerodrigues.net/archives/791): Outro dia, observando umas discussões acirradas e virulentas nas redes sociais por algo que, no mundo de carne e osso, se resolveria com uma interjeição ou frase nominal, me lembrei de uma série chamada “Contos de fadas politicamente corretos”, do norte-americano James Finn Garner. Nesses meados dos anos 1990, o termo começava se popularizar mundialmente, e os livros se tornaram um grande sucesso. Essa onda do que hoje se chama “reconto”, categoria específica na literatura para crianças, não é novidade. O nosso grande Millôr Fernandes já fazia isso desde a década de 1940, quando reescreveu, genial como sempre, Chapeuzinho Vermelho … Continue → - [Correndo na Flip](https://henriquerodrigues.net/archives/788): Há quem não curta a Festa Literária de Paraty, por diversos motivos que não vou listar aqui, mas que a leitora pode encontrar facilmente no google, caso queira perder tempo com isso. Eu não perderia. Mesmo porque quase sempre que ouço ou leio críticas ao evento observo nas entrelinhas um tipo de efeito plunct-plact-zum: o que eu queria mesmo era ir com vocês… Inclusive é curioso ver autores que tanto criticavam a “micareta de intelectuais” de repente circulando pela cidade e registrando a presença com as inevitáveis selfies. Acho que todo mundo que tem alguma ligação com livros, no fundo, … Continue → ## Pages - [resenhas](https://henriquerodrigues.net/resenhas): Há alguns anos colaborei escrevendo resenhas para diversos jornais. Seguem algumas publicadas em O Estado de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil (rip) e Tribuna da Imprensa (idem) Rua da padaria – Bruna Beber  Bruna Beber nos convida para um passeio no seu novo livro de poemas, Rua da padaria (Record, 2013). Desde a primeira seleta, publicada em 2006 (A fila sem fim dos demônios descontentes), a jovem poeta tem chamado a atenção na cena literária — a princípio carioca, mas hoje já conta com poemas traduzidos em diversos países. Mas voltemos à rua da padaria. Hoje, aos 29 … Continue → - [entrevistas](https://henriquerodrigues.net/entrevistas): Entrevista Trilha de Letras [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=2eLs3mUTtlQ[/youtube] Entrevista Canal Futura sobre eventos literários:   Assista ao programa completo aqui: https://globosatplay.globo.com/futura/v/6890566/   Entrevista para o programa GloboNews Literatura, com Edney Silvestre Entrevista para o programa Rio Cidade de Leitores, com Leila Richers Programa Papo Cabeça Entrevista sobre “O próximo da fila” para blog da editora Record. Por Juliana Krapp Poeta, cronista, contista, organizador de antologias, autor de livros infantis e gestor de projetos de leitura. Há mais de uma década, o carioca Henrique Rodrigues tem atuado em diversas frentes do meio literário. Porém só agora estreia no romance, com O próximo da fila, … Continue → - [livros](https://henriquerodrigues.net/livros): O romance conta a trajetória de Áurea, uma mulher negra que, perto dos 60 anos, está se formando no curso de Educação de Jovens e Adultos. Prestes a receber o diploma, começa a rememorar a vida desde a infância e a luta para sobreviver em meio ao racismo e à discriminação aos pobres. Narrado em primeira pessoa com linguagem simples e direta, o livro retrata as últimas décadas do Brasil, numa história que é também de tantas mulheres que, invisibilizadas pelas nossas seculares chagas sociais, carregam o país nas costas. O autor, filho de empregada doméstica e ex-aluno da rede … Continue → - [biografia e contato](https://henriquerodrigues.net/about): Contato: henrique@henriquerodrigues.net Henrique Rodrigues nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, RJ, em 1975, numa família pobre e com poucos recursos. Cresceu em Seropédica e morou em diversos bairros da periferia carioca. É curador do Prêmio Pallas de Literatura, coordenador do Prêmio Caminhos de Literatura e diretor do Instituto Caminhos da Palavra, instituição criada em 2025 para a promoção do livro, da leitura e da escrita literária. Foi aluno de escolas públicas durante toda a formação básica. Costuma visitar escolas e eventos literários para promover a leitura e o livro como chaves para o desenvolvimento humano. Recentemente, os dois Cieps … Continue → [comment]: # (Generated by Hostinger Tools Plugin)